Mike Küng bate recorde com 68 voltas de Infinity Tumbling
O parapente acrobático G-Force não apenas inspira seus pilotos, mas está cada vez mais se tornando um condutor da tecnologia, com resultados impressiontantes tanto dentro das competições quanto fora delas. Durante a semana de testes de U-Turn em Lykia World próximo a Olüdeniz na Turquia, Mike Küng estabeleceu o novo recorde desta incrível manobra inventada em 2004 pelo pentacampeão mundial Raúl Rodriguez, que detinha o recorde anterior com 60 voltas em Infinity Tumbling.
Mais importante: "Os resultados e experiências adquiridas nestas situações extremas de vôo como estas a que foi submetido o G-Force fluem continuamente para os projetos de nossos modelos de série", aponta o projetista Ernst Strobl. Seus cálculos e simulações feitos em computador levam à conclusão de que será facilmente possível realizar um Looping Perfeito - o chamado Killer Looping - com o G-Force. E afirma ainda que, pelo menos teoricamente, a aerodinâmica do velame é suficiente para realizar este looping perfeito também de forma infinita.
A equipe de testes de U-Turn utilizou-se da infra-estrutura oferecida pelo clube de Lykia World, próximo a Olüdeniz na Turquia, que disponibilizou para a equipe uma câmera de alta velocidade para os testes. Ficou claro: Com o G-Force o Infinity Tumbling é possivel. Mas o co-fundador de U-Turn Thomas Vosseler salienta: "Esta manobra é dedicada a pilotos profissionais. O risco de cair dentro do velame é grande caso o piloto cometa qualquer erro. E todos nós sabemos muito bem o que isso significa".
 Mike Küng durante a quebra do recorde
Vosseler acredita que se deva proibir esta manobra nas competições. "O Infinity Tumbling seria uma vantagem real para os piltos voando G-Force, mas nós preferimos não ter esta vantagem, pois a segurança de todos participantes é o objetivo principal". Ficou provado com o recorde de 68 Infinity Tumblings de Mike Küng: a combinação de equipamento high-tech e piloto habilidoso leva a resultados impressionantes. "O parapente acrobático chegou a um novo paradigma. Será interessante ver quais as novas manobras que irão surgir a partir desta". Vosseler está seguro que algumas das possibilidades ainda não foram sequer sonhadas.
Além das descobertas sobre fluxo de ar e tecido sob condições extremas e as possíveis otimizações dos perfis, a equipe conduziu uma série de testes buscando melhorar as linhas. "Escrutinamos os principais fabricantes, materiais e expessuras", explica Strobl. A análise mostrou que algumas linhas aumentaram até sete centímetros sob condições extremas. As descobertas sobre as linhas também fluem para os projetos dos parapentes de série, o que leva a maior qualidade e segurança.
"É bastante dispendioso realizar tantos testes com pilotos de alto nível", resume Vosseler sobre a semana na Turquia, "mas o know-how adquirido vale cada centavo. O enorme desgaste do material utilizado durante estes testes é significantemente maior do que os testes oficiais do DHV. Por isso nós podemos oferecer a nossos clientes uma porção extra de segurança".
Texto Xtreme Paragliding |